MP-SP firma convênio com MP Militar e ganha ferramenta de apoio à investigação bancária

 O Ministério Público do Estado de São Paulo firmou Termo de Cooperação com o Ministério Público Militar para implantação e acesso ao Argus, ferramenta de apoio à investigação bancária.

Desenvolvida pelo Centro de Apoio à Investigação do MP Militar, a ferramenta será instalada Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, que opera no Centro de Apoio à Execução (CAEx),  aos cuidados dos analistas que já trabalham com o Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (SIMBA), que foi  implantado no MP-SP em fevereiro do ano passado.

O Argus é uma poderosa ferramenta de análise, que torna mais ágil e descomplicado o trabalho das quebras de sigilo bancário. Por meio de diferentes modelos gráficos navegáveis, gerados em tempo real, o sistema possibilita a visualização rápida de dados relevantes no procedimento de perícia contábil, reduzindo em até 80% o tempo gasto na análise.

A ferramenta também possibilita importar os atendimentos recebidos pelo SIMBA e customizar os relatórios finais.

Na avaliação do coordenador do Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx), procurador de Justiça Nilo Spínola Salgado Filho, o Ministério Público de São Paulo ganha mais um instrumento importante no auxílio às investigações. Ele lembra que, antes da implantação do SIMBA, a quebra de sigilo era extremamente trabalhosa, porque, depois de obter a ordem judicial para a quebra, oficiava-se ao Banco Central, que, por sua vez, oficiava a todos os bancos para verificar em quais instituições bancárias o suspeito tinha negócios. Por fim, as informações vinham em montanhas de papéis às promotorias, que tinham que fazer manualmente a triagem e o cruzamento dos dados, processo demorado e sujeito a falhas. Com o SIMBA, os dados são transferidos via internet pelas instituições financeiras diretamente ao CAEx, que elabora um caderno de investigação bancária contendo cinco relatórios gerados pelo SIMBA e um elaborado por analista do Centro de Apoio, facilitando a compreensão e consolidação dos dados. E a utilização do Argus, destaca, permitirá o aprimoramento do SIMBA, com o detalhamento das operações bancárias e o mapeamento pormenorizado de movimentações financeiras dos investigados.