Justiça condena traficantes presos em operação do Gaeco em Rio Preto
A Justiça de São José do Rio Preto condenou a 10 anos e seis meses de prisão duas pessoas que eram usadas como “mulas” em um grande esquema de narcotráfico desvendado pelo Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de São José do Rio Preto.
As investigações do Gaeco identificaram que Marina Aparecida Jóia e Siliandro Gonçalves Ramos foram contratados por traficantes de drogas para buscar cocaína adquirida em Campo Grande (MS). A droga seria vendida a consumidores por traficantes em Rio Preto e região.
Siliandro transportava a droga no estômago, engolindo pequenas cápsulas. Marina, além de engolir as cápsulas, transportava cocaína escondida na vagina. No total, os dois carregavam quase 1,5 quilo da droga, dividida em 120 cápsulas envolvidas em látex. Ambos foram presos em flagrante por policiais militares, quando chegavam de ônibus a São José do Rio Preto, no dia 16 de setembro do ano passado.
A negociação entre os dois e os traficantes era monitorada pelo Ministério Público por meio de interceptação de ligações telefônicas, feita com autorização da Justiça. As informações colhidas na investigação levaram à realização de outras operações pelo Gaeco, resultando em mais prisões. No total, foram denunciadas 23 pessoas por tráfico de entorpecentes e associação para o narcotráfico.
Marina Aparecida Jóia e Siliandro Gonçalves Ramos foram os primeiros presos condenados. Os demais ainda respondem a processo. No caso das duas “mulas”, o juiz não acolheu a condição de primários e os bons antecedentes de ambos como causa de diminuição da pena, aplicando a pena de 10 anos e seis meses de reclusão a cada um deles.